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sábado, 7 de agosto de 2010

Alguns Machos do meu plantel


Gloster Ct Fd Am Nv Me, veio do plantel do Basile


Gloster Ct Fd Am Nv Me, 89 na UNO e segundo lugar no Nordestão


Gloster St Fd Am Nv Pi, campeão da UNO e segundo lugar no Nordestão


Gloster Ct Fd Am Nv Me, campeão da UNO e primeiro lugar no Nordestão


Gloster St Fd Br Me, canario 90 pontos na UNO


Gloster Ct Fd Am Nv Pi, canario cria do Jorge Batista da Bahia, canário campeão do Nordestão 2009


Gloster St Fd Am Nv Pi, canario cria do Wlad de Bauru


Gloster St Fd Am Nv Me, canario do plantel do Clovis de Bariri


Gloster St Fd Am Nv Me, canario do plantel do Basile


Gloster St Fd Am Nv Me portador de canela, canario vindo do plantel do Alexandre Capretz


Gloster Ct Fd Am Nv Me, canario vindo do plantel do Basile


Gloster St Fd Am In Me, canario cria do Tales de Minas


Gloster St Fd Am In Pi, canario do plantel do Clovis, cria do Dutra


Gloster Ct Fd Br Me, Terceiro lugar no quarteto no Brasileiro de 2009 e pai da minha best in show



Gloster St Fd Am Nv Me, canario do plantel do Basile


Gloster Ct Fd Am Nv Me, canario cria do Wlad de Bauru


Gloster Ct Fd Am Nv Pi, canario do plantel do Clovis de Bauru

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A RELAÇÃO ENTRE O CANÁRIO DE COR E O CANÁRIO DE PORTE



As principais diferenças

Temos que partir do ponto que tanto os canários de cor quanto os de porte são apenas canários e portanto são aves da mesma espécie, podendo inclusive serem cruzados entre si, independente das raças e cores se for da vontade do criador. Claro que existem diferenças que são inerentes a cada raça, se analisarmos por exemplo, só os canários de cor, veremos que mesmo de uma cor para a outra poderemos notar várias diferenças, seja no manejo, seja na formação dos casais, seja na reprodução e por ai a diante. Ao meu ver (e lógico que tenho que puxar a sardinha pros portes) os portes são bem mais interessantes de se criar pelos motivos que listo abaixo:

Quantidade de Casais: Quando falamos de séries em se tratando de canários de cor, se queremos ser competitivos, qualquer seja a série, devemos imaginar que precisamos montar pelo menos uns 8 casais (número questionável, pois conheço alguns criadores que diriam que o número mínimo seria entre 10 a 12 casais) isso sem cogitar a possibilidade de você disputar em quartetos. Já quando falamos em canários de porte, se você possuir bons reprodutores, é possível você com 4 casais disputar a sua série toda e se brincar ainda corre o risco de tirar filhotes que dêem pra montar quartetos.

Quantidade de filhotes: Diferentemente dos canários de cor, nos portes se suas matrizes são boas, você não precisa tirar centenas de filhotes para elas expressarem sua qualidade na descendência geralmente com o cruzamento certo é bem mais fácil nos portes expressar o fenótipo desejado, exemplo: com canários de cor você tem vários pontos a serem trabalhados na formação de um casal para reprodução, tais como, lipocrômo, melânina, máscara (caso seja mosaico), forma, tamanho, plumagem, blá, blá, blá...portanto em termos de cor a é muito mais complexo de se tirar exemplares perfeitos de uma pequena quantidade de filhotes, portanto quanto mais filhotes você tirar estará aumentando essa probabilidade, por isso também que os grandes criadores de canários de cor tem um número considerado casais, e por isso também que quando o assunto é canário de cor a quantidade também faz a diferença.

Maior facilidade de aquisição: Em si tratando de canários de porte é bem mais fácil a aquisição de bons reprodutores e matrizes, isso ocorre por alguns fatores, o primeiro é que não há na canaricultura de porte alguns subterfúgios como há nos canários de cor, por exemplo, as maquiagens e lavagens de canários visando unicamente exposição o segundo ponto, é que se você compra um ótimo gloster, não vai correr o risco dele tirar um York, já na canaricultura de cor é comum você comprar um belo exemplar de uma determinada cor e ele ser fraco geneticamente dando filhotes inaproveitáveis de diversas outras cores.

Melhor preço e comercialização: Como todo hobby, e na canaricultura não é diferente, sempre acabamos gastando mais do que conseguimos faturar, exatamente pelo fato de haver o ”gostar” a paixão envolvida no processo, e ai nesses casos a razão nem sempre dita os caminhos, com canários é mais ou menos assim: se cria, se investe em bons reprodutores, se tira um monte de filhotes e na hora de vender você nunca consegue comercializar por um valor justo...quando muito, vendemos os melhores, os campeões, mas a grande maioria de nossa produção fica refém dos loteiros e donos de pets que querem as aves praticamente de graça e como em todo começo de temporada temos que abrir novos espaços em nossos criatórios acabamos aceitando as mais indecentes propostas. Mas acreditem, isso acontece bem mais para quem cria canários de cor, geralmente com canários de porte é um pouco diferente, por alguns motivos que até já falamos e que acabam refletindo nas vendas, como existem bem menos criadores de porte do que de cor, conseqüentemente sempre haverá uma oferta menor desses canários o que faz com esses exemplares não sofram desvalorização pela oferta, outro ponto é que dificilmente você encontra exemplares muito ruins de porte, porque os poucos criadores que os criam conhece os padrões da raça e criam tentando seu aprimoramento, outro fator que influência positivamente no preço dos canários de porte é o fato que os criadores não tiram tantos filhotes como no canários de cor, e ai voltamos ao mesmo ponto acima citado, menos oferta, maior o preço, e por último não podemos deixar de destacar que algumas raças de porte, seja pelos topetes, pelos tamanhos ou pelos desenhos diferenciados como no caso dos Lizards, chamam muita a atenção das pessoas o que acaba refletindo em vendas.


Autor: Max Revorêdo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CHURRASCO DE ENTREGA DA PREMIAÇÃO DA 19ª EXPO UNO


Venâncio entregando a Primeiro a medalha de campeão das série isabel opalino sem fator, Primeiro além disso foi o segundo colocado geral da Exposição, teve o canário Best in Show de cor e ainda foi campeão na série negro-marrons oxidados cobaltos sem fator


Thiago entregando a Chagas a medalha de campeão da série ágatas sem fator


Thiago entregando a Ailson a medalha de campeão da série negros-marrons oxidados sem fator


Marcelo entregando a Júnior que estava representado Gustavo, a medalha da série negro-marrons oxidados onixes sem fator


Gervázio recebendo de sua esposa a medalha de campeão da série ágatas opalinos sem fator


Gervázio entregando a Primeiro a medalha de uma das duas séries que ele ganhou


Chagas ao lado de Marcelo (presidente) e Junior (vice presidente)


Gervázio e esposa


Venâncio recebendo de Junior a medalha de campeão da série lipocrômicos classicos com fator


Paulo recebendo a medalha de Marinaldo que não se pode fazer presente


Thiago e Rubens a nova geração da UNO


Zaqueu comandando o churrasco


Aureli so molhando o bico na branquinha


Venâncio entregando a Dantas a medalha de campeão das série Ágatas onixes sem fator


As medalhas e troféus


Dantas recebendo a medalha da série canelas onixes sem fator


Ailson o grande campeão da 19ª Expo Uno, e também campeão troféu eficiencia


A mim so me restou tomar umas, fiquei tirando foto do povo quando chegou minha vez de receber a premiação a máquina descarregou, e não tenho como mostrar os momentos em que recebi os trofeus de campeão geral de canário de porte e de canario best in show de porte, alem da medalha de campeão da série gloster...proximo ano se deus quiser tem mais!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

LIPOCROMICOS, PINTADOS E MELÂNICOS, POR QUÊ?




I- Introdução
De modo diverso da canaricultura de cor, onde só são admitidos somente os lipocrômicos e os melânicos puros, na quase totalidade das raças de canários de porte concorrem pássaros que podem apresentar, zonas mescladas de melaninas e lipocromo
, isto é, os pássaros chamados de variegados, arlequins ou simplesmente, pintados.
Como já é sabido a estrutura da pena tem como um dos fatores que a modificam a melanina.
Pode-se notar facilmente, a influência da estrutura no aspecto geral da plumagem. As penas "macias", médias ou rígidas proporcionam efeitos distintos na p
lumagem.
Assim podemos constatar que nos pássaros frisados parisienses, por exemplo, um melânico canela, qualquer que seja a cor de fundo terá as frisuras mais curtas e duras que um pássaro onde o canela se manifeste so
mente em pequenas zonas melanizadas ou seja um pássaro pintado.
Em outras raças onde o objetivo é conseguir pássaros de menor tamanho ou contorno mais compacto as penas mais rígidas dão o melhor resultado.
Hoje não se pode analisar por exemplo, um pássaro intenso somente em relação a este
fator. Há variações sensíveis entre eles, função da estrutura da pena.
Nos canários de cor da categoria mosaico, o controle da estrutura da pena é fundamental para obtenção de
exemplares de alto nível.
Acasalamentos entre mosaicos sem controle da estrutura da pena podem os pássaros sem valor para concursos face a "maciez" excessiva das penas.
A primeira divisão das raças de porte em três classes de acordo com a cor de fundo que t
ambém influi na estrutura da pena, melhorou a disparidade que havia antes quando todos os pássaros eram julgados em um mesmo grupo. A subdivisão aplicada posteriormente à raça Gloster veio comprovar como é possível se ter pássaros bons em todas as classes desde que o criador tenha objetivos definidos.

II - As Subclasses
Com a divisão proposta e
testada os canários da raça Gloster foram divididos em cada cor de fundo em três subclasses distintas: lipocrômicos, pintados e melânicos, termos um tanto genéricos para definir cada grupo mas perfeitamente esclarecidos em nosso manual de Canários de Porte, inclusive com desenhos elucidativos.
A
pesar de passados muitos anos, alguns criadores e até juizes tem dificuldade de separar os pássaros em seus respectivos grupos.
Os nomes utilizados não expressam coisas idênticas aos utilizados na canaricultura de cor.
Os pássaros de porte do grupo "lipocrômicos" podem não ser idênticos aos canários de cor e sim devem obedecer as características citadas no manual. E o grupo que reúne os pássaros de estrutura de pena mais "macia". Dos outros dois grupos:
Pintados e melânicos são também definidos em função da estrutura dominante das
penas.
Se procurarmos em nosso
manual na parte referente aos quartetos, veremos que optou-se, para não haver diferença chocante entre os pássaros apresentados em relação à cor, por dividi-los em quatro grupos distintos ou sejam:

1) lipocrômicos e marcados;
2) levemente pintados;

3) fortemente pintados

4) melânicos ou quase melânicos.

Cada um dos grupos é definido no texto e não nos lembramos de haver dúvidas ou reclamações quanto ao critério citado.
A divisão aplicada na raça Gloster visou harmonizar a estrutura da pena e não a harmonia da cor criando três grupos que reúnem pássaros de estrutura de pena semelhante para um julgamento mais justo.
Todos os grupos estão bem definidos no manual.
Tentaremos explicitar no item seguinte, mais uma vez o que se propõe no manual.

III - Onde surgem as dúvidas

Mais uma vez volto a falar na estrutura da pena, pois, esta é fundamental no contorno que resulta na forma do pássaro.
Uma pena lipocrômica, isto é, sem qualquer melanina, é mais "macia" que uma que possua melanina e lipocromo e esta por sua vez é mais "macia" que uma que possua todas as melaninas possíveis de serem depositadas. Lógico que estamos comparando penas de uma mesma região de cada pássaro.
A primeira dúvida surge no grupo denominado "lipocrômicos".
Em canários de porte fazem parte deste grupo: os lipocrômicos puros ou seja aqueles que não possuem qualquer melanina na plumagem ou partes córneas; os lipocrômicos aparentes, exemplares externamente lipocrômicos que possuem melaninas na subplumagem comuns em muitas raças de porte e os marcados pássaros que possuem pequenos depósitos de melanina, depósitos denominados manchas melânicas cuja definição é bastante satisfatória no manual. A quantidade de melanina nestes três acima citados, face a sua pequena incidência não altera a estrutura da pena no conjunto qual da plumagem.
Há no manual, inclusive, figuras mostrando o que é um pássaro marcado e as condições que a mancha melânica deve satisfazer.
Uma calota ou topete grisalho, como qualquer outra mancha grisalha, como preconiza o manual não tira o pássaro do grupo.
A segunda dúvida, a mais freqüente, surge em relação aos que devem
concorrer na classe dos pintados.
Pelo manual neste grupo devem ser incluídos todos os variegados que possuam mais de 60% (sessenta por cento) de área lipocrômica, ou seja, aqueles em que facilmente se pode notar que a área lipocrômica é superior à área melânica.
Não nos parece difícil constatar tal fato, mas em caso de dúvida quanto a supremacia da área lipocrômica, o pássaro deverá ser incluído no grupo dos melânicos, o que face a estrutura de suas penas como um todo, não o prejudicará.
Os ingleses que consideram nas grandes exposições mais do dobro de classes do que nós e ainda separam os machos das fêmeas tem inclusive, uma classe especial para os denominados THREE PARTS DARK, ou seja, pássaros que possuem aproximadamente 25% de área lipocrômica e o resto da plumagem com melaninas.
Em concursos de menor expressão estes pássaros são colocados juntos aos melânicos, quase melânicos e os fortemente pintados que é o que fazemos aqui apesar da grandiosidade de nosso Campeonato Brasileiro e de muitas exposições de clubes.
O interessante é que na raça Lizard, no que se refere aos pássaros com cúpula há porcentagens distintas para as gradações MB, B, R e F, todas se referindo a relação melanina-lipocromo da cúpula e os pássaros tem sido julgados, pelo que sabemos sem qualquer problema.
Nos parece muito mais simples avaliar a área lipocrômica total em um pássaro pintado como um conjunto do que as diversas gradações existentes na cúpula de um Lizard cuja área é bem menor.
No caso da raça Gloster é preciso notar que a predominância da área melânica dá aos pássaros uma estrutura de pena, em média, semelhante aos melânicos puros e desse modo não haveria prejuízo para o canário.
Do modo contrário se colocarmos este pássaro em nosso grupo "pintados" a estrutura de pena é mais encorpada e estaremos comparando pássaros de estrutura de pena distintas o que foge a ideia de julgar pássaros de estrutura o mais semelhante possível.
O bom senso é fundamental para avaliar o grupo onde o pássaro deverá ser inscrito.
Querer considerar "pintados" todos aqueles que não sejam lipocrômicos ou melânicos puros como se considera em canários de cor onde os "pintados" não são considerados, nos conduziria a grupar em uma mesma classe para julgamento pássaros de estrutura de pena distintas nos parece que retroagiremos.

IV - Conclusão
Não pretendemos chegar as classes existentes na Grã-Bretanha, pois entendemos que a divisão atual reúne em cada grupo pássaros com estrutura de pena semelhantes e que torna o julgamento mais justo.
Se com apenas três classes, em todos estes anos passados ainda há dúvidas, quantos anos levaríamos para absorver uma divisão mais detalhada?
Recomendamos a todos os que ainda têm dúvidas uma leitura séria do nosso manual pois o texto e as figuras nos parecem bem elucidativas e em caso de dúvida a utilização do bom senso para que o pássaro e o criador não sejam, prejudicados.
O importante é não colocar um pássaro junto aos que tenham estrutura de pena muito diferente pois este poderá ser beneficiado ou prejudicado de acordo com sua raça.

Autor:
José Luís de Castro Silva
Revista SOBC 2005



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LOGO DO 11º NORDESTÃO DE COR E PORTE


Para os amigos que não sabem ainda, esse ano a 11ª Edição do Nordestão será novamente em Natal e a UNO com muito orgulho e competência já começou a trabalhar nos preparativos, deste que é, sem dúvida o segundo maior evento da canaricultura de cor e porte do Brasil. Em primeira mão para vocês posto aqui no blog do Canaril Revorêdo a marca oficial do evento do próximo ano, de autoria do designer Max Revorêdo (eu mesmo galera eheheh), a marca retrada de forma simpática e bem humorada o canário nordestino com chapéu de lampião e tocando triângulo instrumento típico do forró do nordeste. Bom espero que gostem!

ALGUMAS FÊMEAS DO MEU PLANTEL


Gloster Ct Fd Am Nv Pi, canaria campeã 90 pontos UNO


Gloster St Fd Am Nv Me Canela, canaria vinda do plantel do Clovis


Gloster Ct Fd Br Me, canaria vinda do Capretz pra mim


Gloster Ct Fd Am Nv Pi, cria do canaril, canária terceiro lugar na UNO com 89 pontos


Gloster St Fd Am Nv Pi, cria do canaril, canária segundo lugar 89 pontos na UNO e terceira colocada no Nordestão 2010


Gloster St Fd Am Nv Me, cria do canaril, canária desclassificada na exposição por defeito no dedo



Gloster Ct Fd Br Me, orgulho do Canaril Revoredo, canária Best in Show na UNO e no Nordestão


Gloster St Fd Am Nv Me, canária adquirida do plantel do Clóvis de Bauru, cria do Wlad também de Bauru



Gloster Ct Fd Am In Me, femea segundo lugar do Nordestão de 2009, cria de Jorge Batista da Bahia


Gloster St Fd Br Pi, cria do Tales de Minas



Gloster Ct Fd Am Nv Li, cria do canaril, 90 pontos na UNO e primeiro lugar no Nordestão 89 pontos


Gloster Ct Fd Am Nv Me (cn), canária vinda do plantel do Flávio Gomes de Maringá, mãe dos meus melhores melânicos de 2010


Gloster St Fd Br Pi, canária adquirida no brasileiro de 2009


Gloster St Fd Br Li, femea cria do Roloff


Gloster St Fd Am In Li, canária adquirida do plantel de Clovis de Bauru



Gloster St Fd Br Pi, campeão do nordestão de 2009, 90 pontos de Jorge Batista da Bahia


Gloster St Fd Am Nv Li, cria do canaril, 90 pontos na UNO e segundo lugar no Nordestão

domingo, 1 de agosto de 2010

A Importância Das Penas



Uma das razões mais freqüentes para o fracasso no objetivo de criar uma boa linha de canários é a qualidade da plumagem. Para se conseguir esse objetivo o criador deve compreender e estudar os tipos de penas existentes. A criação de glosters não é exceção a esta regra. Também a criação de canários Gloster deve respeitar este princípio e o fato de a maioria dos glosters existentes ser do tipo buff feather (nevado) não significa que não possam e não devam ser usados pássaros com penas do tipo yellow (intensos).

YELLOW FEATHER (INTENSOS)
Um canário de cor amarela não é obrigatoriamente um canário que possa ter a designação de Yellow Feather. Este termo que passaremos a designar por amarelo intensivo, é atribuído à plumagem fina, apertada, firme e de tom amarelo esverdeado intenso, em resumo, o canário intenso que conhecemos.
O fato de este tipo de pena ser apertada não significa que é maior do que outros tipos de pena. Possui sim brilho e cor natural que se estende até aos extremos das penas. A qualidade da plumagem de “bons amarelos” deve ser de uma aparência sedosa, como que se a plumagem tivesse unidade e não um conjunto de penas individuais.
Este tipo de plumagem pode ser criada em qualquer raça de canários independentemente da sua cor e marcações, sendo presente em apenas um dos reprodutores.
Devido à plumagem fina e apertada, os canários deste tipo podem perder em porte quando comparados com canários com pena buff. Esta é uma das razões pela qual os canários desta categoria não são muito usados em exposições mas devem ser usados nas criações para manter a qualidade da plumagem. A utilização desta característica num acasalamento com uma ave de tipo buff não produz necessariamente jovens com falta de “corpo” e postura.
No entanto, o criador deve ter em atenção de que nem todos os canários yellow feather tem uma plumagem de excelente qualidade. Muitas vezes e como última tentativa para salvar uma linha de canários de má plumagem, resultante de consecutivos acasalamentos de pássaros tipo buff, acasala-se com uma pássaro tipo yellow. Ora, as crias resultantes deste acasalamento, mesmo que yellow, têm nos seus genes as características indesejadas da linha de um dos seus país. Sendo que estas crias também não irão servir com bons resultados nas criações que se seguirem.
Pelo menos de três em três gerações deve-se utilizar um canário com este tipo de pena para não perder a qualidade da plumagem. Caso contrário começam a aparecer canários com quistos, problemas de plumagem, sem brilho, sem cor, etc...
Os pássaros com este tipo de plumagem não são a solução para a cura dos quistos das penas, são sim uma possibilidade para não deixar que uma linha de canários seja arruinada por má plumagem e pelos quistos.
Mas como poderá o criador saber qual será o bom yellow para utilizar na sua linha de canários?
A resposta poderá ser dada em duas partes:

Deverá apenas adquirir este tipo de pássaros de criadores que conheçam bem este tipo de plumagem e que os utilizem nas suas linhas. Existem muitos criadores com o errado tipo de plumagem, mesmo que yellow.
Qualquer pássaro yellow que tenha a cauda larga, em que nas penas não estejam juntas, firmes, apertadas, que tenha a plumagem fosca e que não corresponda as características apresentadas, não deve ser usado para criação.

BUFF FEATHER (NEVADOS)
O tipo de pena normalmente descrito como buff ou nevado tende a ser uma pena mais “mole”, suave e larga e não tem a textura e a “elegância” da plumagem intensiva. Devido à natureza macia da plumagem nevada, esta é mais delicada e mais facilmente estragada do que a plumagem intensiva. A cor, neste tipo de pena, não é tão intensa como a descrita no item anterior, nomeadamente na presença da pigmentação amarela que esta presente em todas as classes de canários Glosters com a excepção dos de fundo branco.
Neste tipo de plumagem a cor amarela não se extende até os extremos das penas, o que origina que estas tenham um aspecto um pouco mais fosco. No entanto, os canários que tenham uma boa plumagem, embora tipo buff, também possuem uma plumagem sedosa, e é quando esta característica desaparece que os problemas começam a surgir.
Aves com este tipo de plumagem (buff) podem surgir em qualquer raça de canários e independentemente da sua cor e características. Podem inclusivamente surgir do acasalamento de dois canários tipo yellow. Esta situação pode ocorrer visto que os canários tipo yellow possuem nas suas características genéticas os fatores responsáveis por produzir o fator buff. A situação contrária nunca pode acontecer devido o fator yellow ou intensivo ser dominante, isto é, um casal de canários tipo Buff nunca produzirá um canário tipo yellow.
Os canários tipo buff, devido à sua plumagem mais suave e larga, possuem uma aparência mais característica dos Glosters, definindo melhor a forma e o porte do canário. Esta situação origina que a grande maioria dos glosters a concurso sejam do tipo buff, assim como a grande maioria dos canaricultores possui apenas canários deste tipo.
O acasalamento de dois canários buff que tenham origem num acasalamento de yellow x buff, dá origem a canários double buffing sendo que esta pratica é aceitável e está na origem da criação de uma boa linha de glosters.
O acasalamento de dois canários buff que tenham origem num acasalamento de Buff x buff, é mais do que double buffing e deve ser feito com precaução, devendo ser tido em conta o pedrigree dos canários. A continua utilização da tecnica buff x buff sem a introdução do factor yellow pode arruinar uma linha de glosters. Sendo que os principais problemas devido à demasiada suavidade e “moleza” das penas é o aparecimento de quistos, problemas nas asas e na cauda ao nível da qualidade da plumagem.

OUTROS FATORES IMPORTANTES
Para além do fato de os canários terem plumagem do tipo yellow ou buff , existem outros factores que podem afastar a textura ou a qualidade da plumagem. Plumagens variegados ou matizadas com diversas cores, em que todos os pigmentos tenham sido removidos expepto o amarelo tendem a ter uma textura muito suave do que as penas que não tenham esta característica. Assim os passarinhos que sejam variegados claros tendem a ter a plumagem excessivamente suave. A mutação Cinnamon ou canela também sofre deste tipo de problema, no entanto, as suas penas tendem a ser bem mais finas do que o normal. Apesar desta finura das penas a mutação canela não possui a mesma rigidez que as penas de um yellow.
A primeira preocupação para o início de uma boa linha de glosters deverá ser o estabelecimento de um núcleo forte de bons glosters verdes ou com 3 partes verdes escuras e intensivos amarelo esverdeados yellow. Os verdes buff ou nevados devem ser o mais próximo possível do Standard e os intensivos devem ter uma boa cor e boa plumagem e se possível curtos e redondos.
É importante que o criador saiba que poderá acasalar um buff ou nevado verde com qualquer outro tipo de passaro, canela, branco, cinza, azul, variegado, intenso. No entanto, qualquer um destes só deverá ser acasalado com um verde buff.
Os verdes buff criados apartir de yellows e buffs estão associados a boas características e podem ser acasalados com qulaquer buff. As crias resultantes deste acasalamento são buffs e se mantiverem boa plumagem e cor podem acasaladas com outros buff de boa qualidade por mais uma geração. Agora nesta geração as crias devem ser acasaladas com buffs resultantes de casais buff x yellow, ou se forem canários verdes variegados directamente com intensivos amarelo esverdeados(yellow).
A escolha dos casais para a criação não é escolha fácil pois não deve restringir-se apenas ao aspecto e à beleza das aves mas principalmente ao fator genético. Todas estas considerações devem ser tidas em contas, assim como também é muito mais fácil controlar a boa qualidade da plumagem nos canários mais escuros do que nos mais claros como os variegados. Desta forma, a escolha dos casais para a época de criação deve respeitar estas regras e tentar compensar os vários fatores em questão.