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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Esqueça tudo que te ensinaram sobre acasalamentos e quebre tabus


Dizem por ai que a politica é dinâmica, pode até ser, mas a canaricultura é tão quanto ou até mais. Nos últimos 10 anos temos presenciado uma evolução assustadora da canaricultura de cor e porte não só no Brasil, como principalmente em todo mundo. Padrões de raças e cores vem evoluído com um velocidade assustadora, ao mesmo tempo tem surgido novas mutações e raças aprovadas pela COM, o nosso Urucum assim como o Girardillo Seviliano são provas desse recente e mutante processo que vive a canaricultura.
Com tantas evoluções nos cabe analisar e questionar algumas antigas regras da canaricultura que até hoje alguns criadores ainda veem como uma espécie de beabá. Essas regras de outrora dizem respeito principalmente as técnicas de acasalamentos de cores e raças, e é ai que entra as principais interrogações, será que aquilo que no passado aprendemos ainda deve ser usado? Ou será que as técnicas de acasalamentos seguindo a esteira da evolução das cores e raças também deve ser atualizada? Será que os cruzamentos entre Intensos e Nevados são os ideais? Será que ainda vale a afirmação de que nunca se deve cruzar dois brancos dominantes ou mesmo dois intensos? Devemos realmente sempre cruzar uma ave mutante com uma portadora? E dois canários de topetes realmente não podem ser cruzados? Qual o caminho mais certo a se seguir nos dias de hoje?
Para mim, não resta a menor dúvida, esses velhos conceitos devem e já estão sim, sendo repensados. Analisemos por exemplo, a questão do cruzamento de brancos dominantes entre si, assim como dois canários intensos, antigamente se dizia que se fizéssemos tais cruzamentos ocasionaria o chamado fator letal, matando 25% da prole e em alguns casos levando a morte do embrião no próprio ovo. Hoje percebemos que ambos os casos estavam errados, percebe-se principalmente nos canários de porte que vários criadores se ultilizam desses cruzamentos, o que é plenamente justificado, pois a maioria das raças de porte não tem a cor de fundo branco recessivo, e mesmo assim tendo apenas o fundo branco dominante, o que mais se ver é acasalamentos de dois exemplares de fundo branco, e a quantidade de filhotes provenientes desses acasalamentos são iguais aos dos acasalamentos ditos “tradicionais” o que prova que tal afirmação não passa de uma lenda ou tabu, o mesmo fato percebe-se nos cruzamentos de intenso x intenso, nesse caso ainda mais usado visto que em algumas raças nem o exemplar nevado existe.
É importante olharmos hoje para nossas aves com um olhar mais critico e criterioso, pois principalmente se criamos canários de porte, o fato de ser intenso ou nevado pouco importa, porque na verdade um canário pode ser ao mesmo tempo intenso e nevado, como? Explico melhor, quando falamos de intenso imaginamos uma ave de cor viva, e penas bem enxutas e curtas, porém nem todos intensos tem essa característica, existem aves que tem coloração de intenso, porém plumagem de nevado, uma plumagem mais volumosa com penas maiores, essas aves são chamadas de aves de pena longa, e que pra mim são Intensos de cor porém nevado de plumagem, isso também acontece com as aves ditas nevadas, encontramos aves nevadas de cor, porem com plumagem firme e compacta característica de aves intensas, e é ai que a velha máxima é derrubada, como existem dois tipos de intensos e dois tipos de nevados, quando cruzamos um intenso x nevado podemos ter a certeza que estamos fazendo um acasalamento certo? Se cruzarmos um intenso de pena curta com um nevado de pena longa sim, porém se cruzarmos um intenso com pena longa com um nevado de pena longa vamos ter aves com excesso de plumagem provando que o acasalamento feito não foi o ideal. E se cruzarmos um intenso pena curta com um intenso pena longa estamos fazendo um acasalamento errado? Claro que não, assim como se cruzarmos dois nevados de boa coloração e penas curtas. O que queremos dizer é que hoje se você deseja evoluir como criador e melhorar o seu plantel, não basta fechar os olhos e seguir as antigas regras, se agir dessa maneira você poderá irá por água a baixo todo o seu plantel, o caminho mais comodo e curto as vezes nos leva a estagnação, pensem nisso.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Campeão, criador e cantador


Antes de começarem realmente a ler esse artigo sugiro que dêem um bom desconto na minha narrativa, pois ela nada mais é que um olhar de um criador que a cada dia que passa mais se apaixona pela raça que cria.
Peço para darem esse desconto por que, nós, seres humanos quando nos encontramos apaixonados por algo, temos o incrível poder de olharmos de forma única e diferenciada para o objeto de tal paixão, no meu caso em questão esse objeto são os canários Fife Fancy.
Brincadeiras a parte, nos meus mais de 20 anos como criador de canários de cor e porte, nunca me deparei com uma cor ou raça tão generosa para um criador quanto os pequenos Fifes, já não bastassem serem bichos encantadores pelo próprio padrão de sua raça, aves minúsculas, redondas e ativas, os fifes possuem 3 outras qualidades que posso atestar fazem dessa raça uma raça abençoada e privilegiada.

 
É campeão

Tenho percebido que nos fifes a formação de um plantel de qualidade acontece de forma mais rápida que em outras raças, posso está falando uma grande besteira, não sou dono da razão e tudo que falo é baseado em observações minhas como criador, mas o fato é que diferente de outras raças o bom fife fancy (esteriotipo) gera ou produz bons filhotes, resumindo o esteriotipo andam mais próximos dos genetotipos nessa raça e ao meu ver existe uma explicação lógica pra isso, diferente dos gloster por exemplo, que aqui no Brasil e também pelo mundo passaram por diversos cruzamentos entre raças diferentes tentando melhorar uma ou mais características, a impressão que temos é que com os fifes isso não aconteceu ou aconteceu infinitamente de forma menor, acabando que os fifes são uma raça com grau de pureza muito superior a várias outras e isso tem facilitado sua evolução genética e consequentemente facilita a um exemplar dessa raça passar bons genes adiante.

É criador

Não é novidade no meio dos criadores de canários a tal afirmação: Fife cria igual a rato! Bom nunca criei rato graças a deus, mas que fife cria muito e bem criam sim, em dois anos criando a raça obtive em minhas mãos mais ou menos 26 canarias que aprontaram e chegaram a reproduzir e 100% delas criaram e criaram bem, nesse mesmo período tive uns 18 machos reproduzindo e desses até agora só um não encheu ovo, testado com duas canarias e ainda testarei ele com uma terceira femea. Portanto se alguém espera criar uma raça que tenha bons índices reprodutivos aconselho fife, se alguém pretende criar uma raça que não tenha bons índices reprodutivos...também aconselho fife, só pra babá, tenho certeza que não encontrará em outra raça ou cor babás tão cuidadosas quanto os fifes.

É cantador

Nós que criamos canários com o intuito de reprodução e ou concursos as vezes não levamos muito em conta um público comprador de nossas aves que são pequenos criadores que criam com a finalidade de ter bons canários cantores, esses criadores não estão preocupados com a cor ou raça da ave, mas sim, com a qualidade e quantidade do canto da ave. Quando criava canários de cor e depois quando parei e passei a criar gloster, sempre um ou outro criador desses me perguntava, tal cor ou os gloster cantam bem? E eu sempre tinha uma resposta pronta na ponta da língua, foi canário belga, foi macho e está no cio, canta e canta bem. Hoje sei que eu estava errado e quero agora em público me corrigir. O canto nos canários está sem dúvida ligado a sua libido, ou como popularmente falamos, seu fogo, e como existem raças mais sóbrias, mais tranquilas, mais paradas como é o caso dos Gloster, dos Norwiches e dos Crest e existem mais ativas, mais inquietas como é o caso do Fifes e dos Raça Espanholas por exemplo, haverá lógico na média dos exemplares de tais raças um número bem maior de exemplares mais fogosos e que consequentemente serão aves que cantarão mais, outro fator que colabora nesse ponto em prol do fifes, é que os mesmos são aves preocuces, que amadurecem sexualmente de forma muito mais rápida que outras raças, logo, a cantoria num criatório de fifes não se encerra nunca, pois mesmo nas epócas de cria, os machos mesmo acasalados continuam a cantar tamanho seu fogo, e logo depois se juntam a eles os filhotes machos que mesmo novos também já começam a disparar nas voadeiras.

Em resumo

Quer criar uma raça boa para disputar concursos com exemplares de qualidade, de fácil reprodução que na pior das hipóteses suas piores femeas podem ser usadas como maravilhosas amas e que os machos são os verdadeiros tenores na opera dos canários? Crie o Fife Fancy.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Entendendo o canário porte fundo branco



Uma coisa que percebo constantemente quando converso com alguns criadores iniciantes, e mesmo com alguns que já criam há um certo tempo, é a dificuldade de entender a questão dos canários com cor de fundo branco. Quando falamos em fundo branco esses criadores desenham em sua mente um canário totalmente branco, como os brancos e brancos dominantes da linha clara (os lipocromicos) e esquecem-se que existem também os fundos brancos melânicos (azuis, canelas, ágatas e isabelinos) e os pintados (os popularmente conhecidos com lavandeiras), este ultimo, apenas nos canários de porte.
Devemos ter em mente que a coloração da plumagem de todos os canários, são compostas pelas penas lipocromicas e melânicas, todo canários que tem melanina tem lipocromo, mas nem todo canário que tem lipocromo tem melanina, em resumo todo canário tem lipocromo, mas nem todo tem melanina, tantos os lipocromicos, quanto os melânicos podem ter a coloração branca, branca dominante, amarela, amarela marfim, vermelha e vermelha marfim, nos canários de cor. Já nos canários de porte existem apenas as colorações branca, amarela e vermelha, tanto para os lipocromicos, quanto para os pintados e melânicos, vale lembrar, que nem toda raça é admitida a cor de fundo vermelha.
Para tentarmos visualizarmos melhor a diferença entre um fundo branco lipocromico, de um pintado e de um melânico, façamos o seguinte exercício: imaginemos um canário branco recessivo, esse canário é um canário sem dúvida fundo branco e ele é lipocromico, pois não apresenta melanina em sua plumagem, portando se virmos por ai um gloster, um fife ou qualquer canário de porte com essa coloração, diremos que essa ave é de cor fundo branco lipocromico, ou de forma reduzida, branco lipo. Agora se pegarmos a mesma ave branca recessiva, colocarmos melanina em parte de sua plumagem, fazendo o canário branco anteriormente imaginado se transformar num canário lavandeira, diremos que essa ave é da cor fundo branco pintado. Por ultimo, se pegarmos novamente o canário branco recessivo e dessa vez colocarmos melanina por cima de toda sua plumagem, poderemos dizer que a cor dessa ave é fundo branco melânico. Lembro que quando falamos de melaninas estamos falando da coloração escura das penas, e essa coloração pode ser Preta (eumelanina) ou Marrom (eumelanina marron ou feomelanina), se a melanina for preta, os melânicos fundo branco serão canários azuis ou ágatas prateados(a forma diluída do azul, muito raros nos canários de porte) se a melanina for marrom teremos os melânicos fundo branco canelas prateados ou isabelinos prateados (esse assim como o ágata também muito raro).
Outra coisa que vejo fervilhar os neurônios de muito criadores é quando escutam algo do tipo: mas esse teu azul é intenso, ou, aquele teu branco é pena longa, é nevadão...
Isso acontece porque a maioria segue a risca a nomenclatura oficial de concurso, e como no caso das aves com fundo branco não há a diferenciação nas competições entre intensos e nevados, muita gente acha estranho ou não entende quando se fala de intensos e nevados nos fundos brancos, outro fator que leva ao erro, é as pessoas acharem que a diferença entre intenso e nevado está na cor somente, há os intensos são bem vivos, os nevados são mais apagadinhos. Na verdade a diferença mais importante dos intensos pros nevados é a sua estrutura de pena, que podem ser curta, média ou longa e é ai que entram os fundo branco intensos e nevados, imagina novamente um branco recessivo, ou melhor, imagina dois brancos recessivos, um com plumagem coladinha, justinha, muito mais brilhosa, sem facho de pena sobrando em lugar nenhum, imaginou? Pronto, com certeza você acabou de imaginar um branco recessivo inteso. Imagina o outro branco recessivo, um canário provavelmente mais volumoso que o anterior, com mais plumagem, mais sobrancelhas, cor sem tanto brilho, aqui acola aparece um fachozinho de pena, pronto! Esse canário imaginado é um branco recessivo nevado. Espero que tenha podido tirar algumas interrogações da cabeça de amigos criadores sobre esse assunto tão comum na canaricultura moderna de hoje em dia.



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Entenda a ovoscopia

Sem dúvida esse é o melhor vídeo de ovoscopia que já vi, explica de forma clara e precisa o desenvolvimento do embrião e como o ovo em cada dia do choco se apresenta


quinta-feira, 20 de junho de 2013

FIFE x GLOSTER: Vantagens e desvantagens de cada raça


SIMPATIA/EMPATIA
Nesse quesito o Gloster é sem dúvida a raça campeã, atrai desde um leigo que nunca criou nenhum canário aos criadores de todas as raças. Todo mundo sente atração pelos gloster, inclusive os criadores de cor, volta e meia, estão fazendo alguns casais dessa raça. Sua mulher não gosta de seus canários? Experimente criar Gloster que isso mudará. Nesse quesito sem dúvida o Gloster leva NOTA 10.

Esse é um dos poucos quesitos que o Fife leva desvantagem perante o Gloster, a começar pela falta do topete, que é um dos grandes atrativos dos Gloster, outro ponto é que diferentemente do Gloster, o Fife só causa uma boa impressão, só demonstra sua real beleza se este for um bom exemplar, exemplares medianos de Fife, são canários comuns e pouco atrativos, nesse quesito o Fife leva NOTA 6.

REPRODUTIVIDADE
Tem muita gente que cria maravilhosamente bem com o Gloster, infelizmente minha experiência com essa raça demonstra exatamente o contrário, e posso garantir que isso não acontece somente comigo, tenho contato permanente com vários que criadores da raça que reclamam muito do fator reprodutividade do Gloster. Por ser uma raça muito dócil, o que venho percebendo após alguns anos criando a raça, é que os mesmo tem mais dificuldade em entrarem na maturidade reprodutiva, acontece muito de algumas aves passarem uma temporada inteira sem entrarem no cio. Outro ponto importante sobre o aspecto reprodutivo da raça, é o alto índice de mortalidade dos filhotes nascidos, difícil se tirar uma ninhada acima de 4 filhotes, mesmo ninhadas com 4 filhotes, geralmente morre um ou dois dessa ninhada, as femeas não demonstram serem ativas quando o assunto é alimentar suas crias. Nesse quesito o Gloster leva NOTA 6.

Nesse ponto o Fife é campeão, reproduz feito rato, geralmente os machos são ativos, enchem os ovos, raro são os ovos cheios que os filhotes não nascem e o mais importante o que nasce as femeas criam, essas são agéis, ativas, estão o tempo todo cuidando de suas crias e mesmo quando tão cuidando dos filhotes o machos não perdem seu fogo. Nesse quesito os Fifes são NOTA 10.

VALOR DE VENDA E COMERCIALIZAÇÃO
Por serem aves que encantam tanto criadores quanto o público em geral e até por ser mais difícil reprodução, os Glosters sem dúvida possuem logicamente uma procura maior e consequentemente atingem valores maiores mais facilmente. No caso do Gloster você vende tudo de forma mais fácil, seja canários de ponta, como canários de lote, sempre tem gente querendo comprar Gloster. Nesse quesito essa raça leva NOTA 9.

Nesse ponto os Fifes ainda estão atrás do Gloster, digo ainda, porque acho que a raça vem cada vez mais caindo na graça dos criadores em geral, bem como, tem evoluído bastante em termos de qualidade e no meu ponto de vista, o bom fife encanta tanto quanto o bom Gloster, hoje há mercado e pagasse bem por boas matrizes dessa raça, porem como reproduzem bem a uma oferta muito grande de exemplares e como os Fifes ainda não caíram completamente no gosto do público leigo acaba que sendo mais difícil comercializar as aves que não são de ponta. Nesse quesito os Fifes ficam com NOTA 7.

CONCURSOS E EXPOSIÇÕES
Nesse item especificamente os Glosters vem atravessando aqui no Brasil um período de afirmação no que diz respeito ao padrão da raça, muitos criadores tem se mostrado desmotivado, pois apesar dos esforços da OBJO em definir um padrão ideal, muitos juízes tem interpretações diferentes sobre esse padrão causando distorções e divergências sobre qual o melhor tipo de Gloster. O ponto positivo dessa raça é a possibilidade de poder se competir em 18 categorias, o que faz com que o criador possa inscrever um número maior de aves e consequentemente obter bons mais aves classificadas e ou pontuadas. Nesse quesito o Gloster leva NOTA 5.

Os Fifes nesse quesito só tem pontos positivos, assim como os Gloster ele compete nas categorias lipocromicos e suas variações intenso, nevado e fundo branco; pintados e suas variações, intenso, nevado e fundo branco; e melânicos com suas variações intenso, nevado e fundo branco, porém nos Fifes como não há a versão com topete, está raça tem a metade das classes dos Gloster nas disputas em concurso. Com relação a definição do padrão ideal, este se apresenta muito claro tanto nas cabeças  dos juízes quantos dos criadores, além do mais é uma raça que vem evoluindo bastante aqui no Brasil nos últimos anos, por tudo isso, nesse quesito o Fife leva NOTA 10.

PENAS, CORES E PLUMAGEM
O Gloster pelo próprio padrão de sua raça é uma ave que possuem muita pena, e na busca dos criadores por manterem cada vez mais a forma arredondada e volumosa, muitos abusaram durantes anos a fio de acasalamentos entre pares nevados, ocasionando duas coisas, poucos são os Glosters intensos realmente bons e fazendo com que a plumagem das aves dessa raça, ao menos aqui no Brasil, ficassem volumosa demais e muito fofa, acarretando um índice alto de quistos de penas além do famoso “tampão de fezes”, muito comum na raça que nada mais é que o acumulo de fezes nas penas junto da coacla. Outro problema na plumagem dos Glosters se reflete em suas cores, que na grande maioria das aves nevadas se apresentam esmaecidas e nas aves intensas se apresentam com grande quantidade schimmel. Nesse item o Gloster sofre e leva a NOTA 6.

Esta talvez seja o ponto de maior contra-ponto entre os Glosters e os Fifes, o que um carrega de negativo o outro trás de positivo, o Fife é uma raça que tem uma plumagem e qualidade de pena esplendorosa, cores vivas e vibrantes, com isso é quase zero o índice de surgimento de quistos. NOTA 10 pros fifes nesse quesito.

SENSIBILIDADE A DOENÇAS E MORTALIDADE
Outro ponto que os Gloster perdem em disparado dos Fifes. Nesse item, os Glosters se apresentam como aves bem mais sensíveis a diversos tipos de doenças, são aves bastante delicadas e que exigem um cuidado muito maior no asseio, se colocarmos o problema de quisto de pena como uma doença, como muita gente acha que seja, ai é que a aumenta mais ainda a disparidade entre as duas raças. NOTA 5 para o Gloster nesse quesito.

Uma ave robusta e sem frescura, dificilmente adoece, se alimenta muito bem, tanto que o único ponto negativo dos Fifes nesse quesito é a facilidade de se tornarem aves obesas. Tirando isso, os Fifes são sinônimo de vitalidade, até hoje só perdi um Fife em minha criação, e não tenho nenhuma aves doente em meu plantel há dois anos. NOTA 10, para os Fifes nesse quesito.

RESUMO
Na somatória das notas de cada item, chegamos a uma média que vamos chamar de índice relativo da raça, o índice da raça Gloster foi 6,8 e a raça Fife teve um índice de 8,8.
A intenção desse artigo não é denegrir ou alavancar uma ou outra raça, até porque crio as duas e adoro ambas, o que realmente se propõe esse texto é fazer com os criadores e os que pensam em criar possam ter mais informações sobre as duas raças e na hora de decidir por qualquer uma delas saiba os problemas e as virtudes que irão enfrentar na sua criação.