Muita gente fala e comenta que a melhor forma de evoluir com um plantel é utilizar na hora de montar os casais a teoria da compensação. Essa teoria consiste em suprir uma falha fenotípica de um dos pares, para isso usamos um outro par que possua em seu fenotípico perfeição no mesmo item que seu par tem falha, com isso tentasse balacear o fenotípico dos filhotes no item trabalhado.
O danado dessa lei, teoria ou técnica, é que todo mundo parece entende-la na teoria, mas na hora de pô-la em pratica, surgem diversas dúvidas levando o criador a vários erros na montagem de seus casais.
Como nossa praia é a canaricultura de porte, deixemos que outro amigo mais entendido discorra sobre o acasalamento por compensação voltado para os canários de cor, vamos nos concentrar em aves de porte, e para isso, usaremos como exercício dois casais de gloster para que vocês possam entender melhor como funciona essa pratica.
Abaixo vocês podem ver as quatros aves que farão parte desse nosso excercício
Analisemos as aves da foto, primeiro temos que saber qual o sexo delas para podermos montar da melhor maneira os dois casais, outro ponto legal na hora de formarmos os casais é pensarmos nas possibilidades de cores que queremos ou podemos tirar.
A ave A é uma fêmea melanica nevada com topete, analisando ela pela foto, percebemos que apesar de ser um bom exemplar falta nela um pouco de acabamento embaixo e também vemos a necessidade de mais volume de penas e topete também, os pontos positivos dessa femea, são o tamanho e largura da cabeça e pescoço, além é claro de uma plumagem firme e bem ascentada.
A ave B tamém é uma femea com topete, so que fundo branca pintada, essa canaria parece melhor que a outra pois é uma ave mais harmonica com mais volume e também um excelente tamanho e plumagem.
A ave C é um macho consort pintado nevado, possui bom volume e cabeça boa, tem sobrancelhas excepcionais uma caracteristica maravilhosa para se tirar boas aves com topete
A ave D é também um macho consort nevado, só que esse por sua vez é um melanico e canela, também possui cabeça e forma maravilhosa, excelentes sobrancelhas, maravilhoso volume e acabamento final, ponto negativo dessa ave, de todas as 4 aves é a que possue um pouco de destaque no pescoço, pouco é verdade, mas possue.
Para formarmos 2 casais a partir dessas 4 aves tendo em vista a teoria da compensação, o primeiro ponto é imaginarmos também o foco que queremos dar no que se refere a coloração da prole, nesse caso por exemplo além de formarmos os casais com o intuito de se compensar falhas, podemos formar os pares pensando em tirar determinadas cores. Por exemplo.
Se formarmos por exemplo o casal C com o B, além de compensarmos estaremos também definindo um caminho claro que queremos seguir com relação as cores dos futuros filhotes, como se trata de um fundo amarelo nevado pintado (e pouco pintado) e um fundo branco também pouco pintado, esse acasalamento poderá gerar filhotes, melanicos, pintados e lipocromicos, e provavelmente mais pintados claros e lipocromicos, tanto fundos amarelos nevados como também fundos brancos. Já com relação a compensação observemos o seguinte, o macho apesar de ser uma ave maravilhosa, mostra-se com um tamanho ja puxado pra uma ave maior, ja a femea percebemos que é uma ave bastante miúda, moral da historia quando juntamos as duas a ideia é que uma compense a outra, essa é a lógica da teoria de casal por compensação. Outra caracteristica que se tenta compensar nesse acasalamento que podemos vir a observar é que a cabeça da femea poderia vir a ser um tanto quanto maior e com isso mostrar um topete mais farto de penas, como o macho consorte possue uma boa cabeça e uma maravilhosa plumagem nas sobrancelhas, o que é ideal para fazer filhotes com topetes mais cheios.
O outro casal que podemos formar seguindo a teoria, é com a ave D e A, já com esse casal priorizamos tirar aves melanicas nevadas, a ideia compensatória com esse acasalamento, é principalmente no volume de caixa o macho compensando a femea, e diminuição no comprimento do pescoço, nesse caso quem compensa o macho é a femea, o macho também pelo volume de sobrancelha e cabeça compensa a femea, aumentando o volume de seu topete.
Espero que com esses dois exemplos fique mais claro a teoria compensatória de formação de casais, pratica que realizada com observação e cuidado fará com que seu plantel evolua com qualidade real.
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domingo, 23 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Esqueça tudo que te ensinaram sobre acasalamentos e quebre tabus
Dizem
por ai que a politica é dinâmica, pode até ser, mas a canaricultura é tão
quanto ou até mais. Nos últimos 10 anos temos presenciado uma evolução
assustadora da canaricultura de cor e porte não só no Brasil, como
principalmente em todo mundo. Padrões de raças e cores vem evoluído com um
velocidade assustadora, ao mesmo tempo tem surgido novas mutações e raças
aprovadas pela COM, o nosso Urucum assim como o Girardillo Seviliano são provas
desse recente e mutante processo que vive a canaricultura.
Com tantas
evoluções nos cabe analisar e questionar algumas antigas regras da
canaricultura que até hoje alguns criadores ainda veem como uma espécie de beabá.
Essas regras de outrora dizem respeito principalmente as técnicas de
acasalamentos de cores e raças, e é ai que entra as principais interrogações, será
que aquilo que no passado aprendemos ainda deve ser usado? Ou será que as
técnicas de acasalamentos seguindo a esteira da evolução das cores e raças
também deve ser atualizada? Será que os cruzamentos entre Intensos e Nevados
são os ideais? Será que ainda vale a afirmação de que nunca se deve cruzar dois
brancos dominantes ou mesmo dois intensos? Devemos realmente sempre cruzar uma
ave mutante com uma portadora? E dois canários de topetes realmente não podem
ser cruzados? Qual o caminho mais certo a se seguir nos dias de hoje?
Para
mim, não resta a menor dúvida, esses velhos conceitos devem e já estão sim,
sendo repensados. Analisemos por exemplo, a questão do cruzamento de brancos
dominantes entre si, assim como dois canários intensos, antigamente se dizia
que se fizéssemos tais cruzamentos ocasionaria o chamado fator letal, matando
25% da prole e em alguns casos levando a morte do embrião no próprio ovo. Hoje
percebemos que ambos os casos estavam errados, percebe-se principalmente nos
canários de porte que vários criadores se ultilizam desses cruzamentos, o que é
plenamente justificado, pois a maioria das raças de porte não tem a cor de fundo
branco recessivo, e mesmo assim tendo apenas o fundo branco dominante, o que
mais se ver é acasalamentos de dois exemplares de fundo branco, e a quantidade
de filhotes provenientes desses acasalamentos são iguais aos dos acasalamentos
ditos “tradicionais” o que prova que tal afirmação não passa de uma lenda ou
tabu, o mesmo fato percebe-se nos cruzamentos de intenso x intenso, nesse caso
ainda mais usado visto que em algumas raças nem o exemplar nevado existe.
É
importante olharmos hoje para nossas aves com um olhar mais critico e
criterioso, pois principalmente se criamos canários de porte, o fato de ser
intenso ou nevado pouco importa, porque na verdade um canário pode ser ao mesmo
tempo intenso e nevado, como? Explico melhor, quando falamos de intenso imaginamos
uma ave de cor viva, e penas bem enxutas e curtas, porém nem todos intensos tem
essa característica, existem aves que tem coloração de intenso, porém plumagem
de nevado, uma plumagem mais volumosa com penas maiores, essas aves são chamadas
de aves de pena longa, e que pra mim são Intensos de cor porém nevado de plumagem,
isso também acontece com as aves ditas nevadas, encontramos aves nevadas de
cor, porem com plumagem firme e compacta característica de aves intensas, e é
ai que a velha máxima é derrubada, como existem dois tipos de intensos e dois
tipos de nevados, quando cruzamos um intenso x nevado podemos ter a certeza que
estamos fazendo um acasalamento certo? Se cruzarmos um intenso de pena curta
com um nevado de pena longa sim, porém se cruzarmos um intenso com pena longa
com um nevado de pena longa vamos ter aves com excesso de plumagem provando que
o acasalamento feito não foi o ideal. E se cruzarmos um intenso pena curta com
um intenso pena longa estamos fazendo um acasalamento errado? Claro que não,
assim como se cruzarmos dois nevados de boa coloração e penas curtas. O que
queremos dizer é que hoje se você deseja evoluir como criador e melhorar o seu
plantel, não basta fechar os olhos e seguir as antigas regras, se agir dessa
maneira você poderá irá por água a baixo todo o seu plantel, o caminho mais
comodo e curto as vezes nos leva a estagnação, pensem nisso.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Videos de alguns filhotes anel 2013
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202428747138034&l=7421796632111625014
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202428797019281&l=2259171968979001939
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202338878571376&l=7517656554302845674
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202333896766834&l=6295646008078731680
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202333869526153&l=6015586210899177781
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202331938877888&l=6958539177450634371
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202282471801242&l=484893911125736799
https://www.facebook.com/photo.php?v=10202428797019281&l=2259171968979001939
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domingo, 22 de setembro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Campeão, criador e cantador
Antes
de começarem realmente a ler esse artigo sugiro que dêem um bom desconto na
minha narrativa, pois ela nada mais é que um olhar de um criador que a cada dia
que passa mais se apaixona pela raça que cria.
Peço
para darem esse desconto por que, nós, seres humanos quando nos encontramos
apaixonados por algo, temos o incrível poder de olharmos de forma única e
diferenciada para o objeto de tal paixão, no meu caso em questão esse objeto
são os canários Fife Fancy.
Brincadeiras
a parte, nos meus mais de 20 anos como criador de canários de cor e porte,
nunca me deparei com uma cor ou raça tão generosa para um criador quanto os
pequenos Fifes, já não bastassem serem bichos encantadores pelo próprio padrão
de sua raça, aves minúsculas, redondas e ativas, os fifes possuem 3 outras
qualidades que posso atestar fazem dessa raça uma raça abençoada e
privilegiada.
É campeão
Tenho
percebido que nos fifes a formação de um plantel de qualidade acontece de forma
mais rápida que em outras raças, posso está falando uma grande besteira, não
sou dono da razão e tudo que falo é baseado em observações minhas como criador,
mas o fato é que diferente de outras raças o bom fife fancy (esteriotipo) gera
ou produz bons filhotes, resumindo o esteriotipo andam mais próximos dos
genetotipos nessa raça e ao meu ver existe uma explicação lógica pra isso,
diferente dos gloster por exemplo, que aqui no Brasil e também pelo mundo
passaram por diversos cruzamentos entre raças diferentes tentando melhorar uma
ou mais características, a impressão que temos é que com os fifes isso não
aconteceu ou aconteceu infinitamente de forma menor, acabando que os fifes são
uma raça com grau de pureza muito superior a várias outras e isso tem
facilitado sua evolução genética e consequentemente facilita a um exemplar
dessa raça passar bons genes adiante.
É criador
Não
é novidade no meio dos criadores de canários a tal afirmação: Fife cria igual a
rato! Bom nunca criei rato graças a deus, mas que fife cria muito e bem criam
sim, em dois anos criando a raça obtive em minhas mãos mais ou menos 26
canarias que aprontaram e chegaram a reproduzir e 100% delas criaram e criaram
bem, nesse mesmo período tive uns 18 machos reproduzindo e desses até agora só
um não encheu ovo, testado com duas canarias e ainda testarei ele com uma
terceira femea. Portanto se alguém espera criar uma raça que tenha bons índices
reprodutivos aconselho fife, se alguém pretende criar uma raça que não tenha
bons índices reprodutivos...também aconselho fife, só pra babá, tenho certeza
que não encontrará em outra raça ou cor babás tão cuidadosas quanto os fifes.
É cantador
Nós
que criamos canários com o intuito de reprodução e ou concursos as vezes não
levamos muito em conta um público comprador de nossas aves que são pequenos
criadores que criam com a finalidade de ter bons canários cantores, esses
criadores não estão preocupados com a cor ou raça da ave, mas sim, com a
qualidade e quantidade do canto da ave. Quando criava canários de cor e depois
quando parei e passei a criar gloster, sempre um ou outro criador desses me
perguntava, tal cor ou os gloster cantam bem? E eu sempre tinha uma resposta
pronta na ponta da língua, foi canário belga, foi macho e está no cio, canta e
canta bem. Hoje sei que eu estava errado e quero agora em público me corrigir.
O canto nos canários está sem dúvida ligado a sua libido, ou como popularmente
falamos, seu fogo, e como existem raças mais sóbrias, mais tranquilas, mais
paradas como é o caso dos Gloster, dos Norwiches e dos Crest e existem mais
ativas, mais inquietas como é o caso do Fifes e dos Raça Espanholas por
exemplo, haverá lógico na média dos exemplares de tais raças um número bem
maior de exemplares mais fogosos e que consequentemente serão aves que cantarão
mais, outro fator que colabora nesse ponto em prol do fifes, é que os mesmos
são aves preocuces, que amadurecem sexualmente de forma muito mais rápida que
outras raças, logo, a cantoria num criatório de fifes não se encerra nunca,
pois mesmo nas epócas de cria, os machos mesmo acasalados continuam a cantar
tamanho seu fogo, e logo depois se juntam a eles os filhotes machos que mesmo
novos também já começam a disparar nas voadeiras.
Em resumo
Quer
criar uma raça boa para disputar concursos com exemplares de qualidade, de
fácil reprodução que na pior das hipóteses suas piores femeas podem ser usadas
como maravilhosas amas e que os machos são os verdadeiros tenores na opera dos
canários? Crie o Fife Fancy.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Entendendo o canário porte fundo branco
Uma
coisa que percebo constantemente quando converso com alguns criadores
iniciantes, e mesmo com alguns que já criam há um certo tempo, é a dificuldade
de entender a questão dos canários com cor de fundo branco. Quando falamos em
fundo branco esses criadores desenham em sua mente um canário totalmente
branco, como os brancos e brancos dominantes da linha clara (os lipocromicos) e
esquecem-se que existem também os fundos brancos melânicos (azuis, canelas,
ágatas e isabelinos) e os pintados (os popularmente conhecidos com
lavandeiras), este ultimo, apenas nos canários de porte.
Devemos
ter em mente que a coloração da plumagem de todos os canários, são compostas
pelas penas lipocromicas e melânicas, todo canários que tem melanina tem
lipocromo, mas nem todo canário que tem lipocromo tem melanina, em resumo todo
canário tem lipocromo, mas nem todo tem melanina, tantos os lipocromicos,
quanto os melânicos podem ter a coloração branca, branca dominante, amarela,
amarela marfim, vermelha e vermelha marfim, nos canários de cor. Já nos
canários de porte existem apenas as colorações branca, amarela e vermelha,
tanto para os lipocromicos, quanto para os pintados e melânicos, vale lembrar,
que nem toda raça é admitida a cor de fundo vermelha.
Para
tentarmos visualizarmos melhor a diferença entre um fundo branco lipocromico,
de um pintado e de um melânico, façamos o seguinte exercício: imaginemos um
canário branco recessivo, esse canário é um canário sem dúvida fundo branco e
ele é lipocromico, pois não apresenta melanina em sua plumagem, portando se
virmos por ai um gloster, um fife ou qualquer canário de porte com essa
coloração, diremos que essa ave é de cor fundo branco lipocromico, ou de forma
reduzida, branco lipo. Agora se pegarmos a mesma ave branca recessiva,
colocarmos melanina em parte de sua plumagem, fazendo o canário branco
anteriormente imaginado se transformar num canário lavandeira, diremos que essa
ave é da cor fundo branco pintado. Por ultimo, se pegarmos novamente o canário
branco recessivo e dessa vez colocarmos melanina por cima de toda sua plumagem,
poderemos dizer que a cor dessa ave é fundo branco melânico. Lembro que quando
falamos de melaninas estamos falando da coloração escura das penas, e essa
coloração pode ser Preta (eumelanina) ou Marrom (eumelanina marron ou
feomelanina), se a melanina for preta, os melânicos fundo branco serão canários
azuis ou ágatas prateados(a forma diluída do azul, muito raros nos canários de
porte) se a melanina for marrom teremos os melânicos fundo branco canelas
prateados ou isabelinos prateados (esse assim como o ágata também muito raro).
Outra
coisa que vejo fervilhar os neurônios de muito criadores é quando escutam algo
do tipo: mas esse teu azul é intenso, ou, aquele teu branco é pena longa, é
nevadão...
Isso
acontece porque a maioria segue a risca a nomenclatura oficial de concurso, e
como no caso das aves com fundo branco não há a diferenciação nas competições
entre intensos e nevados, muita gente acha estranho ou não entende quando se
fala de intensos e nevados nos fundos brancos, outro fator que leva ao erro, é
as pessoas acharem que a diferença entre intenso e nevado está na cor somente,
há os intensos são bem vivos, os nevados são mais apagadinhos. Na verdade a
diferença mais importante dos intensos pros nevados é a sua estrutura de pena,
que podem ser curta, média ou longa e é ai que entram os fundo branco intensos
e nevados, imagina novamente um branco recessivo, ou melhor, imagina dois
brancos recessivos, um com plumagem coladinha, justinha, muito mais brilhosa,
sem facho de pena sobrando em lugar nenhum, imaginou? Pronto, com certeza você
acabou de imaginar um branco recessivo inteso. Imagina o outro branco
recessivo, um canário provavelmente mais volumoso que o anterior, com mais
plumagem, mais sobrancelhas, cor sem tanto brilho, aqui acola aparece um
fachozinho de pena, pronto! Esse canário imaginado é um branco recessivo
nevado. Espero que tenha podido tirar algumas interrogações da cabeça de amigos
criadores sobre esse assunto tão comum na canaricultura moderna de hoje em dia.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Entenda a ovoscopia
Sem dúvida esse é o melhor vídeo de ovoscopia que já vi, explica de forma clara e precisa o desenvolvimento do embrião e como o ovo em cada dia do choco se apresenta
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